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Três caixas fechadas chegam etiquetadas: MAÇÃS, LARANJAS e MISTURA. Uma delas tem só maçãs, outra tem só laranjas e a terceira tem frutas dos dois tipos. As três etiquetas estão erradas, sem exceção. Você pode enfiar a mão em uma única caixa e tirar uma única fruta, sem enxergar o que ficou dentro. Diga de qual caixa tirar e como reetiquetar as três com certeza.
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As caixas são opacas e continuam fechadas. A mão entra por uma abertura estreita e você não vê o interior nem na hora de puxar a fruta.
É uma fruta só, de uma caixa só. Tirar uma segunda fruta, ou enfiar a mão em duas caixas diferentes, está fora.
Os três conteúdos existem e são exatamente esses. Uma caixa é pura de maçãs, outra pura de laranjas, a terceira tem as duas frutas, e nenhuma está vazia.
As três etiquetas estão erradas ao mesmo tempo. Nenhuma descreve o conteúdo da caixa em que foi colada, e a regra vale para as três sem uma única exceção.
Fora da regra: sacudir a caixa, pesar, cheirar, espiar por fresta, furar o papelão, tatear várias frutas antes de escolher e responder com probabilidade.
No fim você precisa dizer o conteúdo das três caixas, e a resposta só vale se funcionar em todos os casos possíveis, não no caso que deu sorte.
Onde quase todo mundo trava
A primeira tentativa vai direto à caixa etiquetada MAÇÃS, porque o rótulo mais simples parece o mais informativo. Sai uma laranja da mão. E agora? Aquela caixa tanto pode ser a pura de laranjas quanto a da mistura, e as duas hipóteses continuam de pé.
A segunda tentativa procura comprar certeza com repetição: puxar mais uma fruta da mesma caixa, ou uma de cada. O enunciado fecha essa porta de propósito, e um plano que precisa de duas frutas não é o plano.
A etiqueta errada não é um obstáculo, é metade da resposta pronta. Cada rótulo elimina um conteúdo possível daquela caixa, e as três eliminações juntas derrubam quase todas as arrumações imagináveis.
Conte quantas arrumações sobrevivem antes de tocar em qualquer caixa. Três conteúdos em três caixas dão seis distribuições possíveis, e exigir que nenhuma etiqueta acerte joga quatro delas fora.
Guarde a consequência, porque o plano inteiro se apoia nela. Sobram duas arrumações de pé, e a fruta na sua mão não precisa identificar três caixas de uma vez: ela precisa apenas separar duas hipóteses, o que uma resposta de duas saídas dá conta de fazer.
Repare que nem toda caixa serve para separar as duas. A que ainda possa guardar a mistura devolve fruta ambígua, porque uma maçã tirada da mistura tem a mesma cara de uma maçã tirada da caixa pura.
O que você procura é a caixa em que a fruta sai pura por obrigação, sem depender da sorte da mão. Existe entre as três uma que a regra das etiquetas erradas impede de guardar a mistura, e a escolha dela decide tudo antes mesmo de você puxar.
O enunciado está inteiro aqui em cima. Três caixas, três etiquetas erradas, uma fruta só e uma reetiquetagem que precisa valer com certeza.
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