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O primeiro giro tem 18 jogadas, porque 6 faces × 3 giros dá 18. Os 15 vêm de tirar a face que acabou de girar. E a soma de até 16 giros dá perto de 8,4 quintilhões, menos de um quinto das posições. A conta fecha em quatro passos.
1. Um giro: 6 faces × 3 jeitos = 18 sequências.
2. Dois giros em diante: das 18 jogadas, 3 repetem a face anterior e somam com ela, então ficam 15 úteis.
3. Exatamente 16 giros: 18 × 15 elevado a 15 dá perto de 7,9 quintilhões de sequências.
4. De 1 a 16 giros: a soma chega a perto de 8,4 quintilhões, contra 43 quintilhões de posições. Faltam caminhos para pelo menos 34 quintilhões de posições, e todas elas pedem 17 giros ou mais.
O mesmo raciocínio, mais apertado, sobe o piso para 18. Faces opostas giram sem se atrapalhar, e girar a de cima e depois a de baixo leva à mesma posição que a ordem inversa. Descontando essas duplas, as sequências curtas encolhem e não cobrem as posições nem com 17 giros. Logo, existe posição que pede 18 ou mais, e a prova continua sendo de lápis.
Contagem não chega ao 20. O salto final veio de uma posição só, o superflip (as 12 arestas no lugar certo, cada uma com as cores invertidas). Em 1995, o matemático americano Michael Reid mostrou, com busca por computador, que o superflip não sai com menos de 20 giros.
O teto caiu aos poucos. Morwen Thistlethwaite, matemático da Universidade do Tennessee, provou em 1981 que 52 giros bastavam. Rokicki baixou o teto para 22 em 2008. Em 2010, o teto encontrou o piso de Reid, e o intervalo fechou em 20 exato.
A medida importa. Contando só quartos de volta, com meia volta valendo 2, o número sobe: em 2014, Rokicki e Davidson provaram que o limite nessa medida é 26.
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A conta de lápis garante 17 giros; o superflip de Reid garante 20; os servidores do Google garantem que nenhuma posição pede 21.
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A Sequência é o placar de quem fecha sozinho. Um ponto por enigma resolvido antes de conferir a solução, e o placar zera quando você espia fora da hora.
“Quantos giros você precisa hoje para resolver um cubo embaralhado?”
Teste hoje: pegue um cubo mágico, aplique 20 giros sorteados (anote cada face e cada direção) e cronometre quanto leva para resolver pelo seu método, contando os giros. Compare o seu total com 20: quem usa o método de iniciante costuma passar de 100.
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