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Diofanto viveu 84 anos e se casou aos 33. A solução anda em quatro passos:
1. A equação fica x/6 + x/12 + x/7 + 5 + x/2 + 4 = x.
2. O mínimo múltiplo comum de 6, 12, 7 e 2 é 84, e multiplicando tudo por 84 sai 14x + 7x + 12x + 420 + 42x + 336 = 84x.
3. Juntando os termos, 75x + 756 = 84x, então 9x = 756.
4. Dividindo 756 por 9, sobra x = 84.
Com o número em mãos, a vida se desenrola em anos inteiros. Infância de 14 anos; barba aos 21; casamento aos 33; filho aos 38.
O filho vive 42 anos, metade de 84, e parte quando o pai tem 80. Quatro anos depois, o pai completa os 84. Somando as fases, 14 mais 7 mais 12 mais 5 mais 42 mais 4 dá 84, sem folga.
Há um atalho mais curto. As quatro frações somam 75/84 da vida, e o que sobra, 9/84, tem de ser os 9 anos soltos (5 mais 4). Um oitenta e quatro avos vale um ano, logo a vida tem 84.
As margens de Fermat
O juiz de Toulouse se chamava Pierre de Fermat. Lendo o problema 8 do livro 2 da Aritmética, que pede para dividir um quadrado em dois quadrados, ele anotou na margem que o mesmo era impossível para cubos e potências maiores.
Fermat escreveu em latim: "Descobri uma demonstração admirável disso, mas esta margem é estreita demais para contê-la" (Pierre de Fermat, nota na Aritmética de Diofanto, publicada em 1670).
O filho dele, Samuel, imprimiu as notas numa edição nova da Aritmética em 1670. A frase da margem virou o Último Teorema de Fermat e só foi provada em 1995, por Andrew Wiles.
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Uma lápide em frações e uma margem estreita deixaram à matemática dois enigmas de séculos.
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“Com quantos anos Diofanto viu nascer o filho?”
Casamento aos 33, mais os cinco anos do poema: o filho nasceu quando Diofanto tinha 38.
Teste hoje: escreva a sua idade como soma de frações, um sexto para a infância, um doze avos para a adolescência e assim por diante, e entregue o enunciado a alguém da casa. Se a pessoa chegar à sua idade em menos de cinco minutos, o enigma está bem montado; se travar, falta um número solto. A Aritmética anunciava 13 livros, e só seis circularam em grego por séculos.
Fica a pergunta · até amanhã Em que biblioteca reapareceram, em 1968, quatro livros perdidos da Aritmética de Diofanto? |
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