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Mil garrafas iguais numa adega e exatamente uma delas contaminada. Cada tira de teste leva 24 horas para reagir e a festa começa amanhã. Qual o número mínimo de tiras que crava a garrafa culpada numa única rodada?
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As mil garrafas são idênticas por fora e por dentro: mesmo rótulo, mesma cor, mesmo cheiro. Nada além da tira acusa a contaminada.
A tira é sensível a qualquer traço do líquido contaminado. Uma gota da garrafa errada no meio de cem gotas limpas já muda a cor da tira, e nenhuma diluição livra a garrafa do teste.
Você pode encostar na mesma tira gotas de quantas garrafas quiser, e pode pingar a mesma garrafa em quantas tiras quiser. A tira é de uso único e responde uma coisa só: reagiu ou não reagiu.
O relógio é a parte dura. Toda tira que for entrar no plano precisa receber as gotas agora, ao mesmo tempo que as outras, porque a leitura acontece uma vez só, 24 horas depois.
Fora da regra: esperar 48 horas, testar em duas ondas, provar o líquido, abrir as garrafas para olhar, cheirar, chutar pelo lote de compra e entregar um grupo de suspeitas no lugar de uma garrafa.
Onde quase todo mundo trava
A primeira tentativa é uma tira por garrafa. Mil tiras resolvem e ninguém discute o resultado, mas a conta pedida é a menor, não a mais óbvia.
A segunda é dividir a adega em grupos e testar grupo por grupo. Dez grupos de cem garrafas custam dez tiras na primeira rodada, e aí chega o problema: a segunda rodada só termina depois de amanhã, com a festa já desmontada.
A terceira é cortar ao meio, sempre. Quinhentas, duzentas e cinquenta, cento e vinte e cinco, e o corte fecha rápido no papel. Em tempo de bancada, cada corte custa um dia inteiro, e dez dias não cabem numa noite.
Cada tira responde uma pergunta só, e todas as perguntas precisam sair de casa antes de a primeira resposta chegar.
Repare no que a leitura devolve no fim das 24 horas. Não é uma tira apontando uma garrafa: é o conjunto inteiro de tiras, cada uma com um sim ou um não estampado, e a garrafa culpada precisa ser a única compatível com aquele desenho de sins e nãos.
A palavra que trava a maioria é testar. Testar sugere uma garrafa por vez, e uma garrafa por vez é justamente o que a noite não comporta. A tarefa não pede teste de garrafa: pede um plano de misturas que nenhuma outra garrafa consiga imitar.
Existe um número mínimo de tiras que resolve as mil garrafas numa rodada só, e ele é bem menor do que quase todo mundo aposta na primeira leitura do enunciado.
O enunciado está inteiro aqui em cima. Mil garrafas, uma contaminada, tiras que levam 24 horas e uma única leitura amanhã de manhã.
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