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Doze moedas idênticas sobre a bancada e exatamente uma delas falsa. A falsa pode pesar a mais ou pesar a menos que as legítimas, e ninguém sabe qual dos dois casos é o seu. Em três pesagens numa balança de dois pratos, ache a moeda falsa e diga se ela é a leve ou a pesada.
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As doze são iguais em tudo que a vista pega: mesmo diâmetro, mesmo brilho, mesma gravação, mesma borda. Nada além da balança separa a falsa das outras onze.
As onze legítimas pesam exatamente o mesmo entre si. A falsa difere de todas elas por uma quantidade fixa, para cima ou para baixo, e a balança acusa qualquer diferença, por menor que ela seja.
A balança tem dois pratos e nenhum mostrador, ponteiro ou número. Ela responde três coisas: o prato da esquerda desceu, o prato da direita desceu, ou os dois ficaram no mesmo nível.
Você escolhe quantas moedas põe em cada prato, desde que os dois lados recebam a mesma quantidade. Moeda pode trocar de prato entre uma pesagem e outra, e pode ficar de fora quantas vezes você quiser.
Cada pesagem pode ser decidida depois de ver o resultado da anterior. O que não muda é o teto: três leituras no total, e a resposta precisa sair da terceira.
Fora da regra: pesar uma quarta vez, sopesar na mão, trazer um peso conhecido de fora do monte, entregar duas suspeitas no lugar de uma e cravar a moeda sem dizer se ela é a leve ou a pesada.
Onde quase todo mundo trava
A primeira tentativa é dividir ao meio, seis de cada lado. A balança pende, porque a falsa está lá dentro de qualquer jeito, e nenhuma das doze sai da lista de suspeitas.
A segunda é separar em dois grupos e esquecer o terceiro. As moedas que ficam fora do prato costumam ser tratadas como se não estivessem no problema.
A terceira é responder metade da tarefa. Muita gente chega até a moeda e para ali, sem saber dizer se ela puxa para baixo ou para cima, e uma resposta pela metade não fecha o caso.
Três pesagens produzem no máximo vinte e sete leituras diferentes, e o enunciado pede vinte e quatro respostas distintas.
Repare no que a leitura devolve no fim. Não é uma moeda apontada pela balança: é uma sequência de três resultados, e a moeda culpada precisa ser a única compatível com aquela sequência, junto com o lado para o qual ela puxa.
A palavra que trava a maioria é pesar. Pesar sugere descobrir quanto uma coisa tem, e a balança de dois pratos não descobre quanto: ela compara dois montes e para por aí. A tarefa não pede o peso da moeda, pede um trio de comparações que nenhuma outra moeda consiga imitar.
Existe um arranjo de três pesagens que crava a moeda e ainda entrega o lado do defeito.
O enunciado está inteiro aqui em cima. Doze moedas, uma falsa de peso desconhecido, dois pratos sem mostrador e três leituras no total.
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