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Cinco piratas repartem cem moedas de ouro. O mais velho propõe a partilha primeiro e a tripulação inteira vota. Se a proposta não juntar metade dos votos, quem propôs vai ao mar e a vez passa para o próximo na hierarquia. Descubra quantas moedas o mais velho consegue guardar para si.
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Os cinco estão ordenados por idade, sem empate, e a ordem é conhecida por todos. O mais velho propõe primeiro. Se a proposta dele cair, ele sai da roda e o segundo mais velho assume a palavra, com quatro na mesa e as mesmas cem moedas.
A proposta passa quando reúne pelo menos metade dos votos da mesa, e o proponente vota. Com cinco votando, três aprovam. Com quatro, dois bastam. Com dois, o voto do proponente sozinho já fecha a conta.
As moedas são iguais e indivisíveis: uma moeda inteira, nunca meia. A proposta diz quanto cada pirata leva, e não existe segunda rodada depois da leitura.
Todos raciocinam bem e sabem que os outros também raciocinam bem. Ninguém erra a conta e cada um enxerga o que aconteceria em cada mesa menor.
Ninguém vota sim por gentileza nem por receio. Um pirata aprova quando a proposta entrega mais do que ele receberia depois da queda dela, e recusa quando entrega o mesmo ou menos.
Fora da regra: partir moeda ao meio, combinar voto antes da leitura, prometer pagamento futuro, abrir mão da vez e decidir a partilha por sorteio.
Onde quase todo mundo trava
A primeira tentativa divide em partes parecidas. Vinte para cada, ou quarenta para o proponente e quinze para os demais, com a sensação de que a proposta precisa parecer razoável para passar.
A segunda começa pelo começo. Quem parte da mesa de cinco tenta adivinhar o humor da tripulação, e a mesa de cinco ainda não sabe o preço de nada.
A terceira confunde maioria com unanimidade. O mais velho não precisa agradar quatro pessoas, precisa de dois votos além do próprio, e os outros dois podem sair de mãos vazias.
O que compra um voto não é o tamanho da fatia, é a diferença entre a fatia oferecida e o que aquele pirata levaria se a proposta caísse.
A votação de cinco não é uma cena, são quatro cenas encaixadas. A mesa de cinco depende da mesa de quatro, a de quatro depende da de três, e a de três depende da de dois, que é a única que não depende de ninguém.
Repare em quem sai barato. O pirata que receberia zero na mesa seguinte aceita uma moeda e vota sim sem pensar duas vezes, porque uma moeda vale infinitamente mais do que nenhuma.
Existe uma partilha que passa já na primeira votação e ainda deixa o proponente com quase tudo.
O enunciado está inteiro aqui em cima. Cinco piratas, cem moedas indivisíveis, metade dos votos e uma fila de sucessão que todo mundo conhece de cor.
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