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O material é uma folha, uma fita métrica, um lápis e cinco minutos. O procedimento abaixo produz a menor distância na primeira tentativa, sem tentativa e erro, e vale para qualquer caixa retangular com dois pontos na superfície.
1. Meça o trajeto óbvio e anote como teto de comparação. Um pé para a aranha subir até o teto, 30 pés de teto e 11 pés para descer a parede da mosca. São 42 pés. Todo resultado maior que 42 sai da lista sem discussão.
2. Liste as aberturas antes de calcular. A sala tem seis faces, e a aranha pode alcançar a mosca por caminhos que cruzam três, quatro ou cinco delas. Escreva as sequências de faces plausíveis num canto da folha: teto direto, lateral direta, teto mais lateral, e a fila comprida que usa teto, lateral e chão.
3. Calcule a hipotenusa de cada abertura. Na fila comprida, o cateto no sentido do comprimento soma 1 pé da subida da aranha, 30 da sala e 1 pé da descida da mosca, ou seja, 32 pés. O cateto transversal soma 6 pés de meia largura, 12 pés da parede lateral e 6 pés de meia largura, ou seja, 24 pés. Trinta e dois ao quadrado é 1024, vinte e quatro ao quadrado é 576, e a soma dá 1600.
4. Tire a raiz e compare com o teto. A raiz de 1600 é 40 exatos. A aranha percorre 40 pés cruzando cinco faces, contra 42 pés cruzando três. Dois pés de economia, num percurso que o olho jura ser mais comprido, e a prova cabe num barbante esticado sobre uma caixa de papelão nas mesmas proporções.
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"Qual é a menor distância que a aranha precisa percorrer para alcançar a mosca?"
Henry Ernest Dudeney, no enunciado de The Spider and the Fly, em The Canterbury Puzzles, de 1907.
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Dudeney levou o problema do Daily Mail de 1903 para dentro do livro quatro anos depois, e registrou ali que a maioria das respostas enviadas parava nos 42 pés. A sala de 30 por 12 por 12 reaparece em livro de geometria escolar até hoje, com formiga, cubo ou lata no lugar da aranha.
A Sequência é o placar de quem fecha sozinho. Um ponto por enigma resolvido antes de a solução chegar, e o placar zera no dia em que você espia fora da hora. Placar sem plateia ninguém falsifica.
A planificação aparece longe das aranhas. Cabo passado por dentro de um armário, fita adesiva contornando uma embalagem, tubulação que dá a volta numa viga e traçado de esteira num galpão são o mesmo problema de superfície. Quem abre a forma numa folha antes de medir compra menos material do que quem mede na perspectiva.
A aranha de Dudeney não anda em linha reta pela sala. Ela anda em linha reta pela sala aberta numa folha, e a mesma reta, dobrada de volta nas quinas, vira o contorno esquisito de cinco faces que ninguém desenha de primeira.
"Quantas vezes você mediu um caminho pelo desenho, e não pela superfície que ia percorrer?"
Teste hoje, em cinco minutos: pegue uma caixa de sapato, marque um ponto perto de uma quina de cima e outro ponto perto da quina oposta lá embaixo, e estique um barbante entre eles por cima da tampa. Anote o comprimento. Agora reabra o barbante passando por tampa, lateral e fundo, na diagonal, e compare os dois números. A segunda medida sai menor, e é essa diferença que a aranha usa.
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